Projeto “Desperta Romi” quer capacitar e apoiar mulheres ciganas
O projeto da Associação Rizoma "Desperta Romi", que significa "Ergue-te Mulher Cigana", pretende capacitar, apoiar psicologicamente e promover a autonomia social e profissional de mulheres ciganas em situação de vulnerabilidade.
Concretamente, esta iniciativa, premiada pela Fundação “la Caixa” do Banco BPI, dirige-se a mulheres ciganas beneficiárias do Rendimento Social de Inserção (RSI) e aposta numa abordagem integrada que combina formação, saúde mental e mediação comunitária.
De acordo com a descrição do projeto, o objetivo passa por “promover a autonomia financeira e social [das mulheres], contribuindo para uma maior equidade de género e inclusão de minorias”.
Pretende-se ainda “desenvolver competências digitais e profissionais para ampliar as oportunidades de emprego” e aumentar a participação “social e o acesso a direitos, reduzindo estigmas e discriminação”.
A iniciativa inclui sessões de capacitação, formação em competências digitais essenciais para o mercado de trabalho, desenvolvimento de habilidades comportamentais, educação financeira e sessões de terapia na área da saúde mental, acrescentou.
80% das pessoas ciganas vivem em risco de pobreza, face a 16,8% da população geral, e que apenas 43% tinham emprego remunerado em 2020, comparando com cerca de 73% na população em geral
Dados citados no âmbito do projeto indicam que cerca de 80% das pessoas ciganas vivem em risco de pobreza, face a 16,8% da população geral, e que apenas 43% tinham emprego remunerado em 2020, comparando com cerca de 73% na população em geral.
O projeto cita que 51% da população cigana relata ter sofrido discriminação e que 74% considera a discriminação étnica frequente ou muito frequente, o que pode ter implicações negativas na saúde mental.
A associação assume ainda a ambição de funcionar como ponte entre a comunidade cigana e o mercado de trabalho, realizando entrevistas preliminares e encaminhando candidatas para empresas interessadas na contratação.